segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011



„E em cada começo há uma magia...“

Vivência de ritmo com ritual de labirinto
26 e 27.02.2011 (chegada 25.02 a tarde/noite)
Instituto Arca Verde em São Francisco de Paula/RS

Ritmo é vida! Dia e noite, semear e colher, fim e começo – ciclos terminam e outros iniciam. Neste tempo mágico de recomeço nós convidamos para uma viagem ao mundo dos ritmos, tambores e do labirinto – um ritual de transição e passagem, que ajuda deixar o passado atrás e abrir-se para o novo!

Desde sempre e em várias culturas os tambores simbolizam o pulso do coração da vida. Eles são um instrumento para auto-expressão e auto-conhecimento ao mesmo tempo. Com eles nós podemos nos reconectar com nós mesmos, com a comunidade e com o grande mistério.
Mesmo sendo experiente ou iniciante, com alguns exercícios fáceis nós vamos mergulhar no mundo dos ritmos e aprender juntos um ritmo de várias vozes nos tambores, que também vai ser parte do ritual do labirinto.

Trazer: Um tambor (pelo menos 20cm de diametro, ideal seria um Djembe) e um objeto de poder (por exemplo algo que represente este recomeço).Quem quiser pode também trazer outros instrumentos de percussão.Há a possibilidade de alugar um tambor estilo xamânico produzido artesanalmente, ou de comprar o mesmo. Escreva-nos para reservas e informações.

RS 115 (alojamento), RS 95 (camping)
Tel.: (54) 99017745, institutoarcaverde@gmail.com
www.arcaverde.org

domingo, 30 de janeiro de 2011

O ciclo da Lua de volta a casa.

Depois de meses viajando, aprendendo, dançando. De voltar para a família e para os amigos. De banhos de mar, amor e um ano novo de muitas possibilidades, cheguei de volta a minha verde casa na Arca com uma menina Lua Crescente no céu.
Estar de volta a minha casa, com minha cara, meu cheiro e minhas escolhas foi algo intenso e surpreendentemente bom. Esperava mais estranhamento com o silencio, com as plantas, e com os animais noturnos e silvestres que vivem ao meu redor. Porém tudo esteve exatamente no ponto e me senti de volta aos braços da Terra. Cada nova erva que cresceu e floresceu ao meu redor me disse boas vindas e dormi o sono dos anjos depois de tanto tempo longe da minha cama. Dias depois no céu meu maior presente foi ela, a Avó Lua regente das minhas e das águas do mundo radiante em sua exuberante cara Cheia.
E com ela no céu e na água recebi a aconchegante visita de meus pais, e banhados por sua iluminação prateada compartilhamos de muitas trocas cheias de carinho e amor.

Enquanto estiveram aqui, meus pais nos ajudaram no cuidado com Mig, foi possível que fizéssemos um trabalho Sistêmico e de Constelações Familiares para grupos com o belo casal Kyra e Aurelio.
Esse trabalho também trouxe a visita cheia de chamego dos meus amados seres Fernanda e Pedro, irmãos de alma e coração. Foi um trabalho bem forte que possibilitou que nos enxergarmos mais profundamente com maior maturidade e perceber o grande espelho que somos, a responsabilidade que temos por construir nossa vida e nossa comunidade onde quer que ela esteja. Para mim também aumentou a certeza de que quero experimentar, aprender e transformar as relações entre as pessoas e nossa com nosso planeta .
Consegui ver de novo com clareza o estimulo que me levou e me leva a querer ser um ser humano mais inteiro, generoso e amoroso a cada dia, e deu nova lenha para minha crença em nossa espécie e no poder da natureza de se transformar. Para mim é uma bela forma de construirmos um ninho de luz para a gerações que estão por vir.

Nos dias que se seguiram a esse trabalho, estivemos as mulheres terra, eu Bruna e Linda, unidas gestando e parindo (orgásmicamente e sorrindo) mais uma “ Vivência do Feminino- Corpo e Movimento”, onde recebemos muitas deusas,mulheres, mães, irmãs, filhas e amigas.
Com elas dançamos nosso feminino, tão cíclico e intenso como as fases da lua, compartilhamos, aprendemos e nos fortalecemos. A noite ao redor da fogueira e ainda na companhia de nossa avó lua (que começava a abrigar o negro de minguar), estivemos batucando, rindo, cantando e dançando com nossos corpos e espiritos.
Esses encontros de almas tão preciosas, onde resgatamos algo tão primordial como nosso feminino, e ainda mais expressado pela dança, que para mim é o acesso direto a essência de tudo, me fazem perceber o quanto nossa rede cresce e soma cada vez mais amor, auto conhecimento e apoio mútuo.
Neles sinto as alegrias e os desafios que nos esperam e vejo que é realmente essa a forma com que quero trabalhar eles para minha cura e de tudo que é vivo e que busca transmutações.
Foi lindo estar com elas e ver que “temos as mesmas angústias e dúvidas em todas as partes do mundo” e isso nos aproxima como irmãs e nos faz ter noção do tamanho da escuridão e da luz que abrigamos todas nós.

Durante a semana que se seguiu fui ver minha doce irmã Tai com seus nove ciclos lunares no ventre gestando mais um guerreiro dessa nova Terra que semeamos. Ela estava tão linda e luminosa que foi impossível tirar as mãos de seu ventre, e em seus olhos a luz da nova vida era pura nutrição e amor. E por presente do acaso ao visitá-la também encontrei Elis e Anita, duas das mulheres mais lindas que conheço a quem amo com muito amor.
Também foi o momento de estar novamente com minhas duas irmãs,Rô e Bê, as três graças do Brasil juntas de novo, mulheres que de suas diferentes formas carregam a continuação de muitos seres e histórias e toda uma ancestralidade comum. Me vejo nelas e podermos estar juntas rindo e compartilhando a vida é sempre um motivo de ser feliz.

De volta a minha casinha vendo a Lua agora metade luz e metade sombra tive uma semana de intensas provações pessoais, processos selvagens e intensos, combinados a abraços carinhosos de mamãe Oxum em nosso açude e de trabalho com a Terra, tirando inços, fazendo comida, carregando palha, limpando minha casa e meu ser, e estando com Miguel, meu pequeno guerreiro que tanto me ensina com seus tropeços, quedas, sorrisos, choros, entrega total e que com grande humildade (outro ensinamento inclusive) aprende tudo o que de coração lhe ensino.
Ele é o pote de ouro que me recorda do belo da vida, mesmo quando o furacão do processo me faz por minutos esquecer. Sorri com seus lindos olhos quando vem correndo se aconchegar nos meus braços. Agradeço a vida por ter braços longos o suficiente para acolhê-lo e protegê-lo sempre que puder.
Com ele e com minha irmã tormenta, mulher de muita luz e força que conhece minha maior luz e também minha maior sombra e ainda assim me ama e a quem amo em todas suas faces, e com toda demais família aqui presente (os moradores, Lê, James e Linda, os voluntários coração Talita, Francesco e Brazuna e as sábias e belas mulheres Renate e Petra) vimos os dias nascerem e morrerem com incomensurável beleza, aquarelas de cores e orquestras de sons de pássaros, de sapos, de violões, tambores e vozes.





E nesse ultimo final de semana um novo presente da vida, acompanhado da Lua Nova e da minha Lua interna veio em forma de cestaria. Tecendo cordões, fazendo decorações e cestos de diversos tramados fui aprendendo a me tecer. Para mim foi um processo de auto poiese aprender sobre a flexível e firme trama das cestas. O velho fio que dá lugar ao novo, as interações dos que ficam com os que passam e vice versa. Com a especial professora Petra, que como mulher de grande luz e presença por si só já inspira e ensina, fui tecendo e internamente organizando historias, vivencias, trabalhos, amores, família, amigas e amigos, próximos passos, limites e caminhos.

E assim se completou o ciclo da lua que agora na escuridão do desconhecido se prepara para começar a renascer nos próximos dias.
Eu como ela me preparo para novos desafios e aprendizados, consciente, completa e entregue.
Compartilho desse ciclo, sabendo que ele é conectado com tantos outros, de toda a gente que habita no meu ser. E afortunadamente é muita gente.
Dessa forma vejo que nessa teia da vida estaremos sempre relacionados e juntos e que aos poucos poderemos tecer fios de conexão com todos os seres do mundo.
Quero que saibam minhas irmãs e meus amigos, que no meu coração reservo todo o tempo e o carinho para acompanhar e vibrar com todo o novo passo que for dado por vocês, e que cada nova volta da lua nos trará novos encontros, surpresas e uma saudade cheia de vida de sentir.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

A intensa e selvagem Violeta Parra

"Volver a sentir profundo como un niño frente a Dios
Eso es lo que siento yo en este instante fecundo..."


Palavras que vibram com meu coração
uma fértil conexão
onde somos uma
selvagens
mulheres
livres
paradoxais
e intensas

Um grande viva as mulheres que cantam, berram, uivam, sussuram
riem e choram
Seus seres reluzem e refletem a pura beleza da natureza
O fato de existirem torna a Terra mais inspirada, alegre, viva e forte.


AUUUU!!!!!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Dançando o Feminino na Arca


Vivências do Feminino

Corpo e Movimento

22 E 23 DE JANEIRO DE 2011*
Instituto Arca Verde – São Francisco de Paula – RS

Aprender a dançar a vida é fundamental para as mulheres que se vêem perdidas nos tantos papéis que exercem no dia-a-dia. Pelo movimento nos conectamos com a nossa essência de deusas e homenageamos o Sagrado presente em cada uma. Com os pés na terra e os braços erguidos ao céu, damos as mãos e alçamos juntas esse vôo de ritmo e contato, revivendo as antigas tradições! A Terra chama por suas filhas, vamos cirandar juntas!
*chegada no dia 21 a tarde e noite, com jantar incluído

Sábado 22/01
- Desjejum
- Abertura (Ritual do Movimento)
- Danças Circulares I
- Almoço
- Vivência dos 5 ritmos
- Oficina de dança afro
- Jantar
- Celebração dançante
Domingo 23/01
- Meditação dinâmica
- Desjejum
- Vivência em dança somática
- Danças Circulares II
- Almoço
- Tarde livre opcional (banho de lago, trilha ecológica)
Contribuição Sugerida
R$ 95 em camping ou R$115 em alojamento.
Inclui alimentação vegetariana saudável e hospedagem.
Informações e inscrições:

domingo, 19 de dezembro de 2010

La pequeña muerte

No nos da risa el amor cuando llega a lo más hondo de su
viaje,
a lo más alto de su vuelo: en lo más hondo, en lo más alto,
nos arranca gemidos y quejidos,
voces de dolor,
aunque sea jubiloso dolor,
lo que pensándolo bien nada tiene de raro,
porque nacer es una alegría que duele.
Pequeña muerte, llaman en Francia
a la culminación del abrazo,
que rompiéndonos nos junta y
perdiéndonos nos encuentra y
acabándonos nos empieza.
Pequeña muerte, la llaman;
pero grande , muy grande ha de ser,
si matándonos nos nace.
(Eduardo Galeano)

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

A alegria de germinar sentimentos


Muita coisa nova tem acontecido nos ultimos tempos.
Sentimentos em ebulição, criatividade artística, novos dons, novos amigos, novas culturas, novos problemas, novos caminhos, novos desafios, novas descobertas...
Tudo novo e ao mesmo tempo ancestral.
Me conheço (e ao mundo) de uma diferente forma a cada dia.
Um novo outono em minha vida me trouxe muita nova bagagem fisica, mental, corporal e espiritual.
E junto a essa morte (porque um presente naturalmente morre para que venha um novo presente), já sinto o germinar das sementes.
Cada uma em sua profundidade e ensinamento.
Vejo mais cores no mundo e mais beleza no verdadeiro.
Respiro um novo sentimento sem nome e portador de um mergulho sem fim.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Porque ver incolor o milagre que se manifesta?